Polícia de Boston rejeita pedidos do ICE para prender imigrantes

Wilson Smith

BPD

O Departamento de Polícia de Boston rejeitou doze pedidos para ajudar as autoridades federais de imigração no ano passado. As solicitações foram negadas porque  existe uma lei local, que busca distanciar a cidade da fiscalização federal de imigração, impedindo a polícia de se envolver em procedimentos de deportação.

De acordo com uma carta do comissário de polícia de Boston, Michael A. Cox, ao conselho da cidade, datada de 31 de dezembro de 2022, a US Immigration and Customs Enforcement, a agência federal que fiscaliza questões de imigração escreveu o mesmo argumento para cada uma das solicitações, “O Departamento de Segurança Interna, determinou que existe causa provável de que o sujeito é um imigrante indocumentado”, concluiu.

A Lei de Confiança da cidade exige que o comissário de polícia da cidade envie um relatório ao secretário municipal até o final de cada ano, detalhando essas solicitações federais e as razões por trás delas. Aprovada pela primeira vez em 2014 e fortalecida cinco anos depois, a lei identifica Boston como a chamada Cidade Santuário, um termo que geralmente se refere a uma comunidade que tem políticas ou leis que protegem imigrantes indocumentados e desencorajam a polícia local de relatar status individuais de imigração, a menos que a situação esteja relacionada a investigação de um crime grave.

A intenção era promover a segurança pública e a confiança nas comunidades de imigrantes de Boston, deixando claro aos imigrantes sem autorização que eles não seriam alvo de deportação se cooperassem com a polícia em assuntos não relacionados.

A lei proíbe diretamente a polícia de se envolver em questões de deportação ou divulgar informações sobre o status de imigração de uma pessoa às autoridades federais para a execução de questões de imigração.

Em sua carta ao conselho, Cox disse que “O Departamento de Polícia de Boston continua comprometido com o Boston Trust Act e fortalecendo as relações com todas as nossas comunidades”, finalizou Cox.

 

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