O comandate da fronteira do Presidente Trump, Tom Homan, responsável por implantar a política de deportação do governo, afirmou, ontem, que se as alegações de comportamento violento contra um agente de imigração ligado ao tiroteio fatal deste mês, no estado de Maine, forem verdadeiras, o agente não deveria ter passado pelo processo de verificação para o trabalho.
David Brouillette, veterano do Exército e ex-policial do Departamento de Assuntos de Veteranos do Maine, foi identificado como o agente do ICE que atirou fatalmente em um imigrante colombiano em Biddeford. Nos dias que se seguiram ao tiroteio, duas ex-esposas de Brouillette o acusaram de comportamento violento e ameaçador, em documentos judiciais e entrevistas.
Durante uma participação no programa “State of the Union” da CNN, no domingo, Homan disse que, se as alegações contra o agente forem “verdadeiras”, ele teria tido “uma dificuldade quase impossível para passar pela verificação”.
“Se esses fatos forem verdadeiros, não acho que ele jamais deveria ter passado pela verificação”, disse Homan à jornalista Dana Bash, da CNN. Homan afirmou que o processo de verificação da agência faz parte da investigação em andamento.
Esses detalhes sobre o passado de Brouillette vieram à tona em meio à indignação causada pelo assassinato do imigrante colombiano, Johan Sebastián Durán Guerrero, em 13 de julho, que foi baleado enquanto dirigia em Biddeford.










