Trump planejava prisão e deportação em massa nas principais capitais americanas

Marcony Almeida

Nilsen

Nas semanas que antecederam o afastamento da Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen, e o principal funcionário de imigração do governo, Ronald Vitiello, mês passado, a Casa Branca havia ordenado um plano secreto para prender milhares de pais e crianças em uma operação de blitz contra migrantes em 10 grandes cidades do país.

A notícia divulgada pelo jornal The Washington Post revela que de acordo com sete atuais e ex-funcionários do Departamento de Segurança Interna, o governo queria atacar as famílias que cruzaram a fronteira dos Estados Unidos com o México após o fracasso do processo de tolerância zero de reunificação familiar no início de 2018. O objetivo final, disseram os funcionários, era uma demonstração de força para enviar a mensagem de que os Estados Unidos iriam permanecer firmes na detenção e deportação de imigrantes recém-chegados – incluíndo famílias com crianças.

A extensa operação incluiria esforços para acelerar os casos judiciais pendentes nos tribunais de imigração, permitindo que o governo obtivesse ordens de deportação contra aqueles que não compareceram às suas audiências – autoridades disseram que 90% dos alvos eram considerados deportáveis. As prisões subsequentes exigiriam incursões coordenadas contra pais com filhos em suas casas e bairros.

Mas Vitiello e Nielsen interromperam o plano, preocupados com a falta de preparação dos agentes de imigração e alfândega, com o risco de indignação pública, e com a preocupação de desviar recursos financeiros já destinados para segurança na fronteira. Vitiello e Nielsen foram, então, demitidos pelo Presidente Trump.

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