Só nos resta esperar, e agir…

Heloísa Galvão

Nós estamos vivendo um momento surreal. Estamos num momento de eleições presidenciais mais importantes da história dos Estados Unidos e o Presidente anuncia que testou positivo para o coronavirus. Metade do mundo não acredita e acha que é uma jogada política para não participar mais dos debates depois do desastre do último. Esse é o problema de um mentiroso compulsivo, mesmo quando fala a verdade, ninguém acredita.

Quando esta coluna estiver na sua mão, nós já saberemos se a contaminação é verdadeira ou não. Ou talvez a gente nunca saiba, como o Presidente do Brasil. Teve mesmo coronavírus ou foi uma jogada para o povo consumir cloroquina? O que quero discutir aqui, porém, é a seriedade que enfrentamos nos próximos meses. Muitos analistas políticos estão alertando que o período crucial vai até 6 de janeiro de 2021 quando o Presidente eleito toma posse. O país nunca esteve tão dividido, tão deprimido, nunca as manifestações racistas foram tão abertamente aceitas.

Estamos vivendo momentos históricos e assustadores. Quando o presidente do país pretensamente mais poderoso e rico do mundo se nega a reconhecer o perigo de contaminação de um virus que fez refém todos os países do mundo. Quando este mesmo Presidente ridiculariza as medidas preventivas para tentar evitar o alastramento do vírus. Quando este mesmo Presidente prega a violência e se nega a condenar a supremacia branca, qualquer coisa pode acontecer. Qualquer pessoa pode se sentir imune e pode se investir na posição de resolver uma disputa, mesmo que mínima, à bala.

As posições controvertidas e racistas deste Presidente têm colocado em risco a segurança da população e a segurança nacional e o seu partido, o partido Republicano, tem acobertado as suas ações que, a meu ver, são criminosas. Quem vai ganhar a eleição nós só vamos saber lá para meados de novembro. Os analistas acreditam que serão necessárias pelo menos três semanas antes que o povo norte-americano e o mundo saibam quem vai ocupar a Casa Branca pelos próximos quatro anos.

É necessário estar duplamente atenta aos acontecimentos das próximas semanas. É crucial participar intensamente do processo eleitoral, votando ou ajudando a educar as pessoas sobre os candidatos. Nunca nossa comunidade precisou tanto de uma carteira de motorista e de leis justas. Nunca nossa comunidade precisou tanto de unidade, serenidade e ação. Nunca nossa comunidade precisou tanto das verbas que os números do Censo vão determinar para os estados.

Neste momento que escrevo não tenho respostas para todas estas perguntas. Não sei se os brasileiros responderam ao Censo em massa e se atendem ao apelo das autoridades de saúde para se protegerem e protegerem seu próximo do COVID-19. Mas quando você ler esta coluna talvez já tenhamos algumas respostas ou previsões. No momento, só nos resta esperar. E agir!

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