FDA autoriza vacina da Pfizer contra o coronavírus para adolescentes

Fabiano Latham

COVID

O FDA (Food and Drug Administration) liberou a primeira vacina contra o coronavírus para uso emergencial em adolescentes a partir dos 12 anos, expandindo o acesso à vacina Pfizer-BioNTech para estudantes antes do próximo ano letivo, o que marca mais um passo na batalha dos Estados Unidos contra o vírus.

A decisão de que o regime de duas doses é seguro e eficaz para adolescentes mais jovens havia sido altamente antecipada por muitos pais e pediatras, principalmente por causa da crescente distância entre o que pessoas vacinadas e não vacinadas podem fazer com segurança. As evidências sugerem que as escolas poderão funcionar com baixo risco de contaminação com medidas de prevenção, como máscaras e distanciamento social.

Mas as vacinas estão preparadas para aumentar a confiança na retomada das atividades presenciais e são consideradas fundamentais para o retorno à normalidade. “Os adolescentes, principalmente, têm sofrido bastante com a pandemia da COVID-19. Mesmo sendo menos provável que eles sejam hospitalizados ou tenham doenças graves, suas vidas foram realmente afetadas em muitas partes do país”, disse Kawsar R. Talaat, Professor Assistente de Saúde Internacional da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. “A vacina dá uma camada extra de proteção e permite que eles voltem à rotina”.

Consultores especializados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças deverão se reunir nesta quarta-feira, 12 de Maio, para recomendar como a vacina deve ser usada nesta faixa etária. A vacina poderá ser administrada assim que o diretor do CDC assinar a recomendação.

Crianças e adolescentes raramente sofrem sérias consequências se forem contaminadas pelo coronavírus. Mas não há como prever os poucos que ficarão severamente doentes ou desenvolverão uma síndrome inflamatória rara e perigosa. Das mais de 581.000 mortes por COVID-19 nos Estados Unidos, cerca de 300 foram pessoas com menos de 18 anos, uma fração ínfima do total.

No entanto, esse número excede o total de crianças que morrem de gripe em uma estação. As crianças parecem ser menos eficientes na propagação do vírus, embora seu papel na transmissão ainda não seja totalmente compreendido – outro motivo para as vacinas pediátricas. Os médicos também preocupam-se pelo fato de que ainda há muitas incógnitas relacionadas ao novo vírus, e que existe a possibilidade de impactos da infecção a longo prazo, mesmo a partir de casos leves ou assintomáticos entre as crianças.

A vacina Pfizer-BioNTech, já autorizada para adolescentes de 16 anos ou mais, foi a primeira a ser testada em adolescentes mais jovens. A agência baseou a autorização nos testes feitos com aproximadamente 2.300 adolescentes entre 12 e 15 anos de idade, metade dos quais receberam o mesmo regime de duas doses que demonstrou eficácia e segurança em adultos.

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