Estudo de 2019 registrou 2.800 mortes em Massachusetts relacionadas à poluição do ar

Wilson Smith

CAR

De acordo com um novo estudo de pesquisadores do Boston College, em Massachusetts, de Berkshires a Boston nenhuma comunidade é poupada das consequências letais da poluição do ar. Em uma análise inédita os pesquisadores estimaram que cerca de 2.800 pessoas morreram em decorrência  das condições ligadas à poluição do ar em 2019. Essa quantidade de mortes se refere as 351 cidades e vilas do Estado, de acordo com The Boston Globo.

Os pesquisadores também confirmaram que a poluição do ar causou cerca de 15.000 casos de asma pediátrica e cerca de 300 recém nascidos apresentaram o peso abaixo do normal em 2019. O estudo ainda mostra que o desempenho cognitivo das crianças caiu cerca de 2 pontos no QI.

Segundo o principal autor do estudo, Dr. Philip Landrigan, professor de biologia que dirige o Observatório Global de Planetary do Boston College Saúde, “Apesar de todo o progresso que o Estado fez na regulação do combate a poluição do ar, ela continua causando mortes e doenças em todas as cidades e vilas da Commonwealth. Comunidades economicamente desfavorecidas e socialmente carentes são ainda mais atingidas”, finalizou Dr. Landrigan.

Defensores da saúde ambiental disseram que as descobertas do estudo e o mapa público podem estimular ações para reduzir a poluição do ar. “Este estudo é realmente revelador, qualquer pessoa no estado pode consultar informações sobre esses dados, dessa forma sua comunidade poderá  usar o estudo se concentrando nos esforços para reduzir a poluição local e em nível estadual”, disse Cindy Luppi, diretora da Clean Water Action na Nova Inglaterra.

Para Dr. Landrigan, “Os resultados podem ser uma surpresa para os moradores que pensam que o Estado tem ar seguro. A poluição do ar pode trazer à mente imagens de cidades na China e na Índia, onde em um dia ruim, a poluição pode parecer apagar o sol. A poluição visível é mortal, mas as pessoas não precisam ser capazes de ver partículas finas, conhecidas como PM2.5 para sentir seus efeitos”, concluiu Dr. Landrigan.

Ainda de acordo com o estudo, em 2019, Massachusetts teve uma média de 6,3 microgramas por metro cúbico de poluição em forma de partículas finas. Esses níveis variaram de um mínimo de 2,77 microgramas por metro cúbico no condado de Worcester a um máximo de 8,26 no condado de Suffolk. Mais de 95% da poluição do ar do Estado é proveniente da combustão de combustíveis fósseis, segundo o estudo.

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