Economia já vive a fase do “Novo Normal”

Fabiano Latham

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Foram 15 meses de incertezas e reviravoltas, mas finalmente, uma nova fase parece estar começando. A pandemia da COVID-19, que obrigou business de todas as áreas a restringirem ou até encerrarem suas atividades, está dando uma trégua em Massachusetts, com as recentes medidas anunciadas pelo Governador Charles Baker. Desde 29 de Maio, foram suspensas as restrições de capacidade de espaços como restaurantes e lojas, além da permissão de retorno de eventos e do fim da obrigatoriedade do uso de máscaras.

As mudanças têm animado empresários e comerciantes brasileiros, que já estão vivendo o chamado “novo normal”. Isso porque os estabelecimentos ainda têm a prerrogativa de exigir o uso de máscaras para clientes não vacinados, bem como solicitar o cartão de vacinação para eventos com aglomeração, por exemplo. Mas os requisitos não são nada complicados, se comparados aos períodos de alta incidência de infecções e mortes causadas pelo coronavírus.

Na comunidade brasileira, as expectativas são as melhores possíveis. Um dos termômetros dessa “retomada da economia” foi a primeira reunião presencial da CDLE/USA (Câmara dos Dirigentes Lojistas e Empreendedores dos Estados Unidos) no início de Junho. Durante mais de um ano, todas as atividades ocorreram virtualmente, mas a partir de agora os eventos passam a ser presenciais novamente. “Esse networking presencial ajuda muito a fomentar os negócios. Todos estão buscando maneiras se adaptar à nova realidade”, afirma Simone Mocelin, presidente da entidade.

Para a reunião eram esperadas 30 pessoas, mas o evento registrou o dobro de participantes. De acordo com Simone, novos empreendedores estão se associando, entusiasmados em ampliar seus negócios. “Há pessoas investindo em diferentes business na comunidade, como uma nova loja de móveis, um pet shop e prestadores de serviços, o que mostra que o potencial do momento”, afirma.

Para dinamizar a estimular os comerciantes, a CDLE criou cinco distritais em diferentes regiões de Massachusetts: Grande Boston, Marlboro, Worcester, Framingham e Martha’s Vineyard. A intenção é que com mais possibilidades de locais e dias para as reuniões, os comerciantes possam trocar ideias, fazer parcerias e obter informações úteis para incrementar seus negócios.

Atendimento adaptado  – A área de prestação de serviços também vê uma retomada, embora em algumas situações, a adaptação dos protocolos de atendimento seja uma necessidade. É o caso da esteticista Gisele Mattos, por exemplo, proprietária de um spa de beleza em Everett (MA). Depois de um bom período de restrições rígidas, a clientela voltou a lotar a agenda.

“Precisamos continuar a usar máscaras para que os clientes se sintam seguros, mas não precisamos mais exigem que eles façam o mesmo, a menos que ainda não tenham tomado a vacina”, conta Gisele. Ela diz que as expectativas para o setor de estética são as melhores possíveis, pois as pessoas usaram máscaras por muito tempo e agora querem voltar a se cuidar para os eventos sociais e em família.

Novos nichos de mercado  – Se para a maioria a pandemia trouxe prejuízos, para algumas áreas as restrições acabaram contribuindo, de alguma maneira. Esta é a opinião do agente de real estate Cristiano Jarbas, de Marlborough (MA). Durante o último ano ele viu o aumento no interesse das pessoas em investir na casa própria, principalmente por causa da necessidade de trabalhar no sistema de home office. “A demanda cresceu como nunca na pandemia. E outras questões influenciaram, como por exemplo juros historicamente baixos, fazendo valer a pena sair do aluguel”, observa Jarbas.

Sobre o novo momento econômico, ele também está confiante em fazer bons negócios: “Li que a economia americana vive uma das retomadas pós-crise mais rápidas da história do País. Muitas oportunidades estão surgindo”, afirma.

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