Brasileiro em Massachusetts, membro do PCC, é preso por tráfico de drogas e armas

Direto da Redação

PCC

Um cidadão brasileiro, indocumentado, que residia em Peabody, e que atuava como “general” do Primeiro Comando da Capital (PCC),  uma organização criminosa transnacional sediada no Brasil, declarou-se culpado de várias acusações relacionadas ao tráfico de drogas e porte de armas de fogo, segundo a Procuradora-Federal pelo distrito de Massachusetts, Leah B. Foley. O PCC é um dos maiores distribuidores de cocaína do mundo e é responsável por atos de violência e tráfico de armas de fogo.

Adinazio Vinicius Soares Dias-Barbosa, também conhecido como “Panda”, de 30 anos, declarou-se culpado de associação criminosa para distribuir e possuir substâncias controladas com a intenção de distribuí-las, de posse ilegal de armas de fogo e munição por estrangeiro, e de exercício da atividade de comércio de armas de fogo sem licença. O juiz distrital, William G. Young, agendou a sentença para 3 de dezembro de 2026. O réu havia sido anteriormente acusado por meio de uma denúncia criminal em 30 de julho de 2025.

Segundos os promotores, Dias-Barbosa fornecia fentanil e cocaína a uma rede de tráfico de drogas que operava na região de North Shore, em Massachusetts. Durante a investigação, uma análise do celular de Dias-Barbosa revelou inúmeras mensagens e fotografias detalhando suas atividades de tráfico de drogas.

Em 1º de julho de 2025, como parte da investigação, Dias-Barbosa foi abordado na rodovia Interestadual 95, na Carolina do Sul. Ele consentiu com a revista de seu veículo, mas fugiu a pé atravessando a rodovia pouco antes de a busca começar. Ele foi capturado no canteiro central gramado. Durante a revista subsequente do veículo, nove fuzis e munição foram apreendidos no assoalho do compartimento de passageiros traseiro. O brasileiro admitiu ter comprado as armas de fogo na Carolina do Sul e que as estava transportando para um intermediário em Miami, o qual providenciaria o transporte dos fuzis para o Brasil via Paraguai.

A acusação de associação criminosa para distribuir e possuir substâncias controladas com a intenção de distribuí-las prevê uma pena máxima de 20 anos de prisão, um período de liberdade supervisionada que varia de no mínimo três anos, e uma multa de US$ 1 milhão. As acusações de posse ilegal de arma de fogo e munição por estrangeiro e de exercício da atividade de comércio de armas de fogo sem licença preveem, cada uma, uma pena máxima de 15 anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada e uma multa de US$ 250.000.

Foto: United States Attorney Office, District of Massachusetts

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