Uber enfrenta pressão por histórico de agressão sexual

Direto da Redação

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A Uber enfrenta uma investigação cada vez maior em todo o país, à medida que legisladores, investidores e outros se mobilizam para responsabilizar a empresa de aplicativo por um padrão generalizado de violência sexual durante as viagens.

Na Califórnia, um plebiscito tornaria as empresas de transporte por aplicativo legalmente responsáveis ​​por má conduta sexual e agressão contra motoristas e passageiros. Em Wall Street, o controlador do estado de Nova York lidera uma pressão de acionistas para que o conselho da Uber divulgue um “relatório de transparência” detalhando sua supervisão da segurança dos passageiros.

E em Washington, a deputada Debbie Dingell enviou uma carta a Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, denunciando a empresa por priorizar seus “resultados financeiros” em detrimento da segurança. Dingell afirmou em entrevista que gostaria de realizar uma audiência no Congresso e explorar legislação sobre o assunto.

As três ações judiciais citam reportagens do The New York Times que revelaram que a Uber recebeu, em média, uma denúncia de agressão sexual ou conduta sexual imprópria nos Estados Unidos a cada oito minutos entre 2017 e 2022 — um número muito maior do que o divulgado publicamente pela empresa. O Times constatou que os executivos da Uber tinham conhecimento da abrangência da violência sexual há muito tempo, mas priorizaram repetidamente a expansão dos negócios em detrimento da implementação de proteções mais robustas.

O jornal também descobriu que as verificações de antecedentes da Uber aprovavam motoristas com diversos tipos de condenações criminais e que a empresa permitia que muitos motoristas com histórico de denúncias continuassem dirigindo — até que passageiros os acusassem de agressão sexual grave. “Não há meio-termo aceitável para a Uber, considerando o impacto devastador da agressão sexual”, afirmou Dingell na carta.

A Uber afirma ser uma das formas mais seguras de se locomover, com a grande maioria de suas viagens nos stados Unidos — 99,9% — ocorrendo sem qualquer tipo de incidente.

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