O jovem brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de Milford, que foi convidado para assistir pessoalmente o discurso do Presidente Trump para a nação, na noite de terça-feira, foi escoltado para fora do plenário da Câmara dos Representantes depois que o Departamento de Segurança Interna (DHS) o mencionou em uma publicação nas redes sociais.
Marcelo Gomes da Silva estava no Capitólio como convidado do deputado democrata Seth Moulton. “Sou muito grato por Seth ter me convidado”, disse ele à imprensa. “É uma oportunidade que poucas pessoas têm, é realmente rara”
Em maio passado, Gomes da Silva foi detido por vários dias pelo ICE. A agência afirmou que o alvo pretendido era o pai de Gomes da Silva, mas o adolescente foi preso porque seu visto de estudante havia expirado e ele estava no país ilegalmente.
Desde então, ele disse que solicitou asilo e compartilha sua história na esperança de aumentar a compreensão das pessoas sobre a experiência dos imigrantes.
Enquanto Trump discursava, a experiência do adolescente tomou um rumo inesperado.
O Departamento de Segurança Interna publicou no X que Gomes da Silva “é um imigrante ilegal que não tem o direito de estar em nossa nação. Estamos comprometidos em fazer cumprir a lei e lutar pela prisão, detenção e deportação de imigrantes como ele”.
Ele foi escoltado para fora do local do discurso por um membro da equipe de Moulton, e assistiu ao restante do discurso do escritório do deputado.
Gomes da Silva descreveu a experiência geral em Washington, D.C. como positiva. “Havia muitas pessoas legais, pessoas boas”.
Um momento que o marcou particularmente foi uma conversa com o deputado republicano Troy Nehls, do Texas, a quem ele descreveu como “um cara bem engraçado”.
“Acabei contando minha história para ele, embora estivesse nervoso com a possibilidade de represálias”, relatou Gomes da Silva. “Ele realmente disse: ‘Você é um verdadeiro americano’. Foi realmente interessante ver que, no Partido Republicano, algumas pessoas, se você simplesmente explicar sua história e conseguir que elas entendam e sintam empatia, mudam de ideia, ou pelo menos cedem”, acrescentou.










