A Bela e a Fera

Como sabemos, existem muitas diferenças e nuances comportamentais nos seres humanos, dependendo dos valores que foram transmitidos pela família, escola, religião (igreja) e comunidade, que saão combinadas com o resultado de experiências vivenciadas. Por esse motivo, acredito que somos humanos com sentimentos opostos: desejos bons e  maus. Uma eterna divergência existe na nossa consciência que chamarei  de A Bela e a Fera.

Acredito que na Fera residem os impulsos primários para a sobrevivência, como as necessidades  vitais básicas de fome e sede,  e a busca pela satisfação dos desejos imediatos que caracterizam o impulso, como uma força constante. Queremos, como humanos, sentir a intensidade da satisfação dos nossos desejos, como uma pura e simples tendência da descarga da exitação, quebrando regras e vivendo as paixões para atingirmos os alvos ou objetivos . Vejo na Fera a violência, a agressividade, a crueldade e o sentimento de vingança.

Para ajudar a domar a Fera, vem ao nosso socorro a Moral, como um “conjunto de regras de conduta ou hábitos julgados válidos, para qualquer tempo ou lugar, para grupo ou pessoa determinada” (Mini Dicionário Aurelio, Pg 322.) Também a Sublimação, ou seja, a transformação dos impulsos maléficos em algo magnífico ou glorioso. Acredito que é pela dominação da Fera que conseguimos atingir a dimensão do outro humano.

A Bela, penso que seria tudo que é agradável aos sentidos: boa, generosa, simpatética, aprazível, próspera,  educada, e a que gosta de se exibir com essas qualidades. Tem um discurso calmo, sensato e apaziguador. A que nos mantém sensatos e convivíveis. A que nos livra de problemas familiares e sociais.

Dito isso, vamos tentar manter a Fera sob controle, isso é, o máximo que a gente conseguir. Vamos tentar ser um novo sujeito a cada dia. Vamos tentar atingir sempre a dimensão do outro. Vamos tentar ser sempre A Bela!

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