Governadora exige que duas companhias aéreas parem com voos de deportação

Direto da Redação

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A governadora, Maura Healey, está exigindo que duas companhias aéreas privadas deixem de fornecer voos para o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) com o objetivo de remover rapidamente moradores que foram detidos, a grande maioria dos quais não possui condenações nem acusações criminais.

Isso ocorre após a governadora Healey ter exigido que o ICE interrompesse esses voos a partir do aeroporto Hanscom Field, afirmando que eles têm como objetivo separar os moradores de Massachusetts de suas famílias, amigos e representantes legais, além de obstruir seu acesso ao devido processo legal.

Em uma carta enviada, ontem, aos principais executivos da GlobalX Airlines e da Eastern Air Express, a governadora também levantou preocupações sobre o alto custo para os contribuintes do uso de jatos privados pela administração Trump para atividades do ICE, enquanto companhias aéreas privadas acumulam lucros significativos. A Avelo Airlines, que anteriormente operava voos fretados para o ICE em Massachusetts, anunciou recentemente que rompeu esses vínculos.

De acordo com Healey, “em nome dos contribuintes americanos, também considero incompreensível que o governo Trump esteja optando por gastar centenas de milhões de dólares em jatos privados para obstruir o devido processo legal das pessoas, ao mesmo tempo em que nega benefícios alimentares, corta o acesso à saúde e aumenta os custos para todos por meio de tarifas onerosas. Transportar esses residentes para fora do estado — muitas vezes poucas horas após a prisão — é intencionalmente cruel e obstrui deliberadamente o devido processo legal e a representação jurídica a que têm direito. Ao negociarem com o ICE para executar esses voos, vocês estão lucrando com essas táticas antiamericanas e facilitando a obstrução do devido processo legal”.

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