Brasileiros, novamente, no topo da lista de deportados pelo ICE

Direto da Redação

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As prisões realizadas pelas autoridades de imigração na região da Nova Inglaterra quase triplicaram, em setembro, em comparação com o mês anterior, impulsionadas por um grande aumento na operação conhecida como “Patriot 2.0”. Novos dados de uma organização sem fins lucrativos fornecem uma visão mais detalhada sobre quem foi preso.

Com mais de 1.500 prisões, setembro registrou o segundo maior número mensal de prisões na região desde que Trump assumiu a presidência pela segunda vez. O único mês com um número maior de prisões foi maio, durante uma onda anterior de fiscalização.

Os dados de prisão recém-divulgados, embora provenientes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), foram compartilhados publicamente pelo Deportation Data Project, uma organização sem fins lucrativos sediada na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Embora os números forneçam um panorama geral das prisões que ocorrem nos EUA, provavelmente não representam o quadro completo, de acordo com Susan Long, cofundadora do Transactional Records Access Clearinghouse, na Universidade de Syracuse. O grupo acompanha dados de imigração há décadas e constatou que muitos registros estão faltando.

Mesmo assim, os dados de prisão ajudam a esclarecer quem é mais afetado pelas ondas de fiscalização. Por exemplo, mostram que mais da metade dos presos em setembro não haviam sido condenados ou acusados de crimes.

A onda de prisões de setembro atingiu imigrantes de dezenas de países, mas alguns se destacaram nos dados. Os brasileiros representaram quase 450 dos presos em setembro — o maior número entre todos os grupos. Seguiram-se os guatemaltecos, com quase 330 presos, e os equatorianos, com 216.

A maioria dos presos em setembro tinha entre 20 e 39 anos, embora houvesse algumas exceções notáveis. O mais jovem nasceu em 2023, enquanto o mais velho nasceu em 1954.

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