Usando a pandemia do coronavírus, Trump suspende leis de imigração e acelera deportação na fronteira

Marcony Almeida

FRON

O presidente Donald Trump está usando poderes de emergência durante a pandemia de coronavírus para implementar o tipo de regime de fiscalização rigoroso na fronteira sul dos Estados Unidos que ele desejava há muito tempo, suspendendo leis que protegem menores e solicitantes de asilo para que o governo possa deportá-los imediatamente ou rejeitá-los.

Citando a ameaça de “movimento transfronteiriço descontrolado e em massa”, o presidente cancelou salvaguardas destinadas a proteger vítimas de tráfico e grupos perseguidos, implementando uma ordem de expulsão que envia migrantes de todas as idades de volta ao México em média de 96 minutos. Os agentes da Patrulha de Fronteira americanos não realizam exames médicos quando encontram pessoas que cruzam o país.

Autoridades da Segurança Nacional dizem que as medidas são necessárias para proteger agentes americanos, profissionais de saúde, e o público em geral contra o coronavírus. “Apertar os controles na fronteira e impedir que populações potencialmente infectadas entrem nos Estados Unidos minimiza o número de detidos nas prisões de imigração, e nos centros de apreensão de fronteira”, disse o governo.

Em um momento em que grande parte do país está bloqueado, o governo diz que controles rigorosos de fronteira são uma resposta essencial à saúde pública, já que cada travessia não monitorada potencialmente expõe as comunidades americanas ao que Trump chamou de “inimigo invisível”. “As principais autoridades de saúde de nosso país estão extremamente preocupadas com as graves consequências para a saúde pública do movimento transfronteiriço descontrolado em massa”, disse Trump, recentemente, ao anunciar novas restrições à imigração.

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