O empreendedorismo feminino

Zenita Almeida

AGO

Como acontece anualmente, o dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Para o comércio, essa data é o momento ideal para ampliar as vendas com produtos femininos seja o batom, perfume, moda, bolsas, caçados, entre outros. Esta data, criada em 1970, tem um significado muito superior do interesse comercial.

Não vou repetir aqui a história, porque todos já conhecem a tragédia das mulheres assassinadas covardemente, por reivindicar majoritariamente seus direitos de igualdade salarial em relação aos homens. Ainda assim, mesmo com muitas conquistas até hoje essa vitória não foi almejada.

Celebrar esta data significa dar visibilidade a luta contínua pela liberdade de escolha. Se antes a reivindicação era apenas salário e qualidade de vida no trabalho, as mulheres passaram a perceber que merecíamos muito mais. O passar do tempo as ensinou que existiam outras desigualdades que precisavam ser superadas, surgindo então o “empoderamento”.

Desde o início do mundo a sociedade é patriarcal, racista e classista. Mulheres de classes baixa sempre foram submetidas aos desejos e regras dos padrões que a própria sociedade disseminava. Quem leu o livro “Mulheres do Brasil a história não contada”, do escritor Paulo Rezzutti, sabe do que estou falando.

Tudo se desenvolveu ainda que gradativamente, a partir do momento em que as mulheres despertaram para construir grupos sociais capazes de construir uma realidade que elas podem sim desenvolver seu empoderamento. Protestos bem organizado no mundo funcionam como uma oportunidade para que todos vejam a força feminina. O papel da mulher na sociedade vai além do que só casar, ter filhos, aceitar os abusos, submissão, injustiça e posições inferiores no trabalho. Todos esses conceitos retrógados ficaram no passado, hoje as mulheres ocupam posições privilegiadas, tem vida própria e liberdade de escolha.

A cada ano que passa, as mulheres crescem desenvolvendo vários e novos papeis, um deles é o empreendedorismo. Segundo um levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil é o sétimo país com maior número de mulheres empreendedoras. A pesquisa foi realizada em 49 países, e ao todo são mais de 24 milhões de brasileiras tocando seus próprios negócios, gerando empregos e movimentando a economia. O empreendedorismo feminino caminha a passos largos, muda a cara do mercado e promete avançar ainda mais nos próximos anos. Afinal, lugar de mulher também é nos negócios, e as mulheres estão provando que entendem de gestão.

Os dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) registram que, das 508 empresas listadas no banco de dados da BM&F Bovespa, no Brasil, pelo menos 197 delas têm uma mulher no conselho de administração. Os números mostram que a presença feminina em cargos de decisão ainda é muito inferior a dos homens, porém, mesmo tímido, já se pode afirmar que é um crescimento expressivo e com muita determinação, elas podem mudar. Que o mundo continue enxergando que a mulher cresceu, desenvolveu sua ambição de construir seu próprio caminho, aceitando o companheirismo, a lealdade, o respeito, sem submissão de inferioridade, porque as diferenças podem até existir, mas a desigualdade NUNCA.

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