Luta contra o Preconceito

Manoela Maia McGovern

disneyworld

A Disneyworld é um dos lugares favoritos da minha família. As vezes eu acho até que eu aproveito mais do que os meus filhos. E o que dizem, é pura verdade… a gente se sente em casa e volta mesmo a ser criança. Não apenas porque eles criam um ambiente para que você se divirta e sinta o mais confortável possível, mas também pelas políticas da empresa, como diversidade e inclusão social. Hoje em dia, mais da metade dos funcionários das empresas da Disney vem de minorias sociais e LGBTQ+.

Recentemente, a Disney vem sofrendo retaliação do Partido republicano por ter comprado uma briga com o Governo do Estado por causa da Lei que proíbe as escolas da Flórida de ensinar crianças sobre orientação sexual ou identidade de gênero. Depois de inicialmente se recusar a comentar sobre o assunto, o CEO da Disney, Bob Chapek, criticou publicamente os legisladores da Flórida por aprovar o que os oponentes chamaram de projeto de lei “Não diga gay” e pediu desculpas aos funcionários LGBTQ da empresa por não ter se posicionado antes. Chapek então anunciou que a Disney deixaria de fazer doações para políticos da Flórida depois de décadas de contribuições generosas, principalmente para os republicanos, incluindo a doação feita para a reeleição de Ron DeSantis, atual Governador do Estado.

A nova lei quer suspender o poder da Disney em operar independentemente no Estado, fazendo com que eles percam isenções fiscais concedidas há mais de meio século. Segundo políticos do partido democrático, a decisão seria um tiro no pé e que isso repercutiria na economia local, já que eles são o maior empregador privado da Flórida. O senador democrata Gary Farmer, chamou a tática de “atirar primeiro, perguntar depois”. A deputada estadual democrata Fentrice Driskell disse pouco antes das votações acontecerem, que o ato vai custar bilhões de dólares, não só para o Governo, mas também para os contribuintes. “Estou falando de uma carga tributária adicional estimada em US$2.200 para $2.800 a mais por família.”

 

ENTENDA A HISTÓRIA

Em meados dos anos 60, a Disney comprou uma área de pantano enorme, com cerca de 100 quilômetros quadrados na Flórida, onde muitos diziam ser inabitável. Eles construíram uma mini cidade, com inúmeros hotéis, parques, restaurantes e lojas, empregando milhares de pessoas e fortalecendo a economia do estado. Foi quando o Governo concordou em dar autonomia a empresa dando um benefício especial de autogoverno, ou seja, eles começaram a ser praticamente uma cidade independente. E como eles pagam as contas, os moradores da região se beneficiam e não precisam pagar alguns impostos.

Se a decisão entrar em vigor, o que seria a partir de junho do ano que vem, além da Disney perder o direito de gerenciar as próprias terras, os moradores da região terão de pagar os impostos para usar os serviços que a Disney paga, como serviços de água, combate a incêndios e polícia, por exemplo. E você, o que acha disso tudo? Deixe a sua opinião aqui nos comentários.

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