Governador diz que é “muito difícil” apoiar carteira para indocumentados

Marcony Almeida

ago

Após um dia de comemoração dos imigrantes pela aprovação do projeto de lei da carteira de motorista para os indocumentados no Comitê de Transporte da Assessbleia Legislativa de Massachusetts, o texto agora enfrenta um obstáculo no governador Charlie Baker. Questionado pela imprensa se ele era a favor ou contra a legislação, Baker disse que esse projeto é algo “muito difícil” para ele apoiar.

“Nós tendemos a não comentar sobre a legislação que está pendente na Assembleia porque depende em muitos aspectos do que os detalhes têm a dizer, mas de um modo geral achamos que o nível dessa é bastante difícil de apoiar”, disse Baker.

Por “bastante difícil”, Baker está sutilmente referenciando sua posição no projeto de lei durante sua campanha para governador, quando disse a repórteres em Brookline, “bem, eu já disse há muitos anos que acho que é realmente difícil incorporar o tipo de salvaguardas a esse processo que criaria o tipo de segurança difícil de cumprir alguns dos padrões federais e estaduais, com relação à segurança e identificação da carteira de motorista. Por isso, não apoio essa legislação”.

Em 2014, durante um debate no WGBH-Boston Globe com a nomeada governadora democrata Martha Coakley, Baker disse, “não apoio carteiras de motorista para pessoas sem documentos. E o principal motivo disso é que ninguém nunca foi capaz de me explicar como você pode realmente documentar e verificar alguém sem documentos”.

Enquanto o governador reitera suas preocupações com a documentação, o presidente do Comitê de Transporte do Senado disse ao State House News Service, esta semana, que foram feitos esforços na elaboração do projeto de lei para resolver esse problema. O senador Joseph Boncore, democrata de Winthrop, disse que os defensores do projeto devem se sentir otimistas com o resultado favorável da legislação no comitê.

Para superar o veto de qualquer projeto de lei, é necessário um voto de dois terços na Câmara e Senado. Existem 125 democratas na Câmara, 31 republicanos e um independente. No Senado, há 34 democratas e quatro republicanos. Embora os democratas sejam mais propensos do que os republicanos a apoiar o projeto, é possível que membros de qualquer um dos partidos possam cruzar as linhas partidárias e votar a favor ou contra, se a medida chegar a uma votação no plenário.

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