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EUA anunciam novas regras para programa de isenção de vistos

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos adicionou novas exigências para países que participam do programa de isenção de vistos, como parte dos esforços do governo de Donald Trump para endurecer as regras de imigração e viagem.

O departamento anunciou ontem que os 38 países que participam do programa agora devem usar informações dos EUA contra o terrorismo para classificar viajantes que cruzam suas fronteiras, num acordo de compartilhamento de informações. Os EUA também vão começar a avaliar como esses países estão lidando com ameaças internas a segurança de voos.

Eles vão exigir que Hungria, Grécia, Portugal e San Marino – quatro países cujos cidadãos ficaram mais tempo que o permitido nos EUA a uma taxa de 2% ou mais, no ano passado – lancem campanhas de informação para educar os cidadãos sobre as especificidades do programa e as consequências de se violar as condições.

O programa de isenção permite que os cidadãos dos países participantes viagem aos EUA a turismo ou a negócios por até noventa dias sem precisar obter visto. Cerca de 20 milhões de pessoas viajam pelo programa todos os anos.

“Os EUA enfrentam um inimigo ágil e adaptativo, enquanto os terroristas continuam a explorar formas de entrar no nosso país e conduzir e inspirar ataques contra nós”, disse a nova secretária do departamento, Kirstjen Nielsen. “É muito importante que estejamos preparados para isso, melhorando nossa postura de segurança”.

O departamento ainda pede para que o Congresso passe leis para tornar permanentes várias regras que já foram adotadas, como exigir que os países participantes permitam que autoridades federais americanas operem em voos com os EUA como destino.

 

Por Flávio Perez
flavio@brazilianmagazine.net
Direto da Redação / Por AP

Margareth Shepard é a primeira vereadora brasileira eleita nos Estados Unidos

Foram 587 votos que deram a Margareth Basílio Shepard, a posição de vereadora no sétimo distrito em Framingham (Massachusetts). Com esse feito, ela entra para a história como a primeira vereadora brasileira eleita nos Estados Unidos.

MARGARETH SHEPARD

Natural de Goiânia (GO) e residente nos EUA há 25 anos, Margareth Shepard é filiada ao Partido Democratas desde 2008.

OUTROS DOIS CANDIDATOS BRASILEIROS

O empresário do ramo imobiliário Pablo Maia, que estava concorrendo a uma das onze vagas de City Councilor At Large, também em Framingham, ficou na quarta posição e não conseguiu se eleger.

Outra candidata brasileira que perdeu a vaga como vereadora no Distrito 4 em Everett (Massachusetts), por um placar bem apertado, foi a mineira Stephanie Martins.

 

Flávio Perez
flavio@brazilianmagazine.net
Direto da Redação

Juiz barra decreto migratório de Trump

O juiz federal do Havaí Derrick Watson suspendeu nesta terça-feira (17) a aplicação do último decreto anti-imigratório do presidente Donald Trump, poucas horas antes de sua entrada em vigor.

O decreto de Trump pretende barrar migrantes vindos do Irã, Líbia, Síria, Iêmen, Somália, Chade e Coreia do Norte, além de funcionários do Governo da Venezuela e seus parentes. A medida também pretende impôr restrições para a entrada de migrantes vindos do Iraque.
A decisão de Watson, que tem repercussão nacional, manteve apenas as restrições contra cidadãos da Coreia da Norte e da Venezuela, e manteve as medidas adicionais contra iraquianos. O decreto “discrimina claramente com base na nacionalidade”, afirmou o magistrado em sua decisão.

A Casa Branca afirmou que irá recorrer.

Esta é a terceira tentativa de Trump de impôr medidas para dificultar ou impedir a entrada de imigrantes vindos de países de maioria muçulmana. Todas as tentativas anteriores também enfrentaram problemas legais.

A segunda versão do decreto anti-migratório foi parcialmente aprovada pela Suprema Corte dos EUA em junho deste ano. O decreto estabelecia o veto total a imigrantes de seis países de maioria muçulmana — Síria, Sudão, Somália, Líbia, Irã e Iêmen —, o que para Trump seria uma forma de proteger o país do terrorismo. Em junho, a Suprema Corte autorizou que ele entrasse em vigor com exceção àqueles que comprovassem uma relação de boa-fé com uma pessoa ou entidade dos EUA.
O Supremo estadunidense ainda irá analisar a constitucionalidade dos decretos anti-migratórios de Trump.

 

Flávio Perez
flavio@brazilianmagazine.net
Direto da Redação

Trump é um ‘exemplo a ser seguido’, diz Jair Bolsonaro nos EUA

O presidenciável e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um exemplo a ser seguido e um modelo para ele, caso venha a ser eleito nas eleições gerais brasileiras de 2018.

“Trump serve como um exemplo […]. Estou ciente da distância entre Trump e eu, mas posso tentar me aproximar dele pelo bem do Brasil e dos EUA”, disse Bolsonaro de Boston (EUA), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Bolsonaro está em uma viagem de sua pré-campanha pelos Estados Unidos, onde se já encontrou com pastores evangélicos, empresários e investidores.

Em suas conversas, Bolsonaro defendeu o porte de armas para todos os cidadãos brasileiros, como é regra nos Estados Unidos, porque em sua opinião “um povo desarmado é um povo manipulado”.

O parlamentar também minimizou a relação entre o porte de armas e o recente massacre de Las Vegas, que ele chamou de “outra fatalidade”.

Bolsonaro ainda elogiou o patriotismo dos norte-americanos e prometeu que, se ele for eleito para governar o Brasil, ele colocará vários militares nos ministérios.

Ex-capitão do Exército, o deputado aparece em segundo lugar na preferência dos brasileiros para as eleições que serão celebradas em outubro de 2018, de acordo com pesquisas recentes do instituto de opinião Datafolha.

Em primeiro aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora sua candidatura possa ser invalidada se uma sentença por corrupção for confirmada em segunda instância.

 

Flávio Perez
flavio@brazilianmagazine.net
Direto da Redação

Livro sugere que EUA faziam experimentos com radiação em civis durante Guerra Fria

A autora de um novo livro sugere que o programa de armas radiológicas era prioridade do governo estadunidense, que teria realizado experimentos com radiação em crianças, grávidas e em minorias étnicas.

Três membros democratas do Congresso dos EUA — que representam estados onde eram realizados esses testes — William Lacy Clay de Missouri, Brad Sherman da Califórnia e Jim Cooper do Tennessee- asseguram estar indignados pelas revelações. Além disso, eles exigiram explicações de Washington logo depois da publicação de um novo livro sobre como o governo norte-americano teria realizado durante a Guerra Fria experimentos com radiação em civis, incluindo crianças, mulheres grávidas e minorias étnicas, informa a agência AP.

No livro, intitulado “Behind the Fog: How the U.S. Cold War Radiological Weapons Program Exposed Innocent Americans” (“Por trás da neblina: Como o programa de armas radiológicas afetou norte-americanos inocentes”), sua autora, Lisa Martino-Taylor, professora de sociologia da Universidade Comunitária de San Luis, sugere que o programa de armas radiológicas era prioridade para a Casa Branca na época.

Os mais vulneráveis

De acordo com o livro, os experimentos eram realizados em todos os Estados Unidos, bem como na Inglaterra e Canadá, onde, supostamente, pessoas desprevenidas foram sujeitas a substâncias potencialmente perigosas através de pulverização, ingestão e injeções.

Segundo declarou Martino-Taylor, citada pela AP, os experimentos eram realizados “nos mais vulneráveis da sociedade na maioria dos casos”. Ela acrescentou que “crianças, mulheres grávidas em Nashville, pessoas doentes nos hospitais, órfãos e grupos minoritários” foram sujeitos aos experimentos.

A autora afirma que as consequências à saúde provocadas pelo programa permanecem desconhecidas e que o rastreamento de causas específicas de doenças tais como câncer seria difícil.

“Armas mistas”

Ao analisar documentos previamente inéditos, incluindo registros do Exército, Martino-Taylor descobriu que um grupo pequeno de investigadores, apoiados por instituições acadêmicas, trabalhavam no desenvolvimento de armas radiológicas e, logo depois, “armas mistas” usando substâncias radioativas junto com armas químicas e biológicas.

O livro, que foi publicado em agosto, continua sua tese de 2012, segundo a qual o governo efetuava experimentos secretos com zinco e sulfureto de cádmio em uma zona pobre de San Luis nas décadas de 1950 e 1960.

 

Flávio Perez
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Direto da Redação

 

Casa Branca pede à NASA planos para levar homem de volta à Lua e visitar Marte

A Casa Branca ordenou que a NASA busque parceiros comerciais e internacionais para desenvolver missões de retorno à Lua e visitar Marte.

“Foi pedido à NASA para desenvolver um plano de um programa inovador e sustentável de exploração com parceiros comerciais e internacionais para permitir a expansão humana em todo o Sistema Solar, levar humanos de volta à Lua para exploração e utilização a longo prazo e missões humanas para Marte e outros destinos”, disse o chefe interino da agência, Robert Lightfoot.

Na última quinta, o vice-presidente Mike Pence, na reunião inaugural do Conselho Nacional do Espaço da Casa Branca (NSC na sigla em inglês), disse que funcionários do Governo enviarão recomendações sobre uma nova política espacial dos EUA dentro de 45 dias.

Lightfoot discutiu os projetos em andamento, incluindo uma iniciativa que estuda a viabilidade de construir um posto avançado na órbita da Terra que poderia servir como estação para viagens de rôbos e humanos para a Lua e Marte.

O chefe interino da NASA afirmou que o restabelecimento do NSC, ordenado pelo presidente Donald Trump, irá agilizar, centralizar e coordenar a política espacial. O órgão foi ressuscitado pelo mandatário republicano em junho, após ter sido dissolvido pelo ex-presidente George H.W. Bush em 1993.

 

Flávio Perez
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Direto da Redação

Estados Unidos pode ser atingido por novo furacão neste final de semana

A tempestade tropical Nate ganhou força após passar pela península de Yucatán, no México, e deve chegar como um furacão na Costa do Golfo dos Estados Unidos neste final de semana.

O fenômeno meteorológico causou 21 mortes na América Central e deve atingir os Estados Unidos como um furacão de categoria 1 — a mais fraca na escala de cinco categorias usada por meteorologistas.

Os estados de Louisiana e do Mississippi já declararam estado de emergência e algumas plataformas de petróleo da região foram evacuadas. O governo do Mississipi afirmou que irá abrir 11 abrigos nas áreas mais próximas da costa e que irá fornecer ônibus para quem não puder dirigir.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês), Nate soprava ventos máximos sustentados de 97 quilômetros por hora nesta sexta-feira (6).

 

Flávio Perez
flavio@brazilianmagazine.net
Direto da Redação

Imprensa: Casa Branca e Departamento de Estado estão em pé de guerra

As relações entre o secretário de Estado, Rex Tillerson, e o presidente dos EUA, Donald Trump, estão em péssimo estado, informou CNN nesta sexta-feira, citando fontes no governo executivo dos EUA.

A emissora destacou que, na opinião de muitos funcionários da administração norte-americana, os dias de Tillerson na chefia da política externa dos Estados Unidos estariam praticamente contados.
“Mais de dez fontes na administração e nos círculos diplomáticos descrevem que as relações entre Tillerson e Trump estão vivendo o seu ponto mais baixo”, informou a CNN.

Segundo os dados da TV, o secretário de Estado e o presidente não conseguiram formar um relacionamento de confiança, ao contrário de outros membros do gabinete de Donald Trump.

Além disso, segundo a emissora, o secretário de Estado havia dito aos amigos que pretendia permanecer no seu cargo por “no mínimo dois anos”. No entanto, em função da irritação com as ações do presidente, Tillerson agora estaria pronto para deixar a pasta bem antes.

Não é a primeira vez que a imprensa noticia tensões entre a Casa Branca e o Departamento de Estado. Até o momento, porém, Trump tem garantido, pelo menos em público, confiar completamente na gestão da política externa de Rex Tillerson.

 

Flávio Perez
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Direto da Redação

Califórnia desafia Trump e se declara como ‘Estado santuário’ para imigrantes

A legislação entrará em vigor em janeiro de 2018 e afirma que a polícia não pode questionar ninguém sobre seu status de imigração.

Em um desafio aberto ao presidente Donald Trump, o governador da Califórnia, Jerry Brown, promulgou nesta quinta-feira a Lei das Cidades Santuário, que amplia as medidas de proteção para imigrantes ilegais nos Estados Unidos.
A lei determina, entre outras medidas, que a polícia da Califórnia não poderá questionar as pessoas sobre seu status de imigração ou aplicar leis de migração contra elas, informou a agência de notícias AP.

Da mesma forma, os funcionários penitenciários só podem entregar às autoridades federais as pessoas condenadas por cometer tipos de crimes especificados na lei estadual.

Brown disse que os tempos atuais são repletos de incertezas para os trabalhadores ilegais da Califórnia, bem como para suas famílias. Segundo ele, esta lei proporciona um equilíbrio necessário para garantir a segurança pública e oferece um alívio para aqueles que “vivem com medo todos os dias”, disse a autoridade em um comunicado.

Na Califórnia, cerca de 2,3 milhões de imigrantes vivem sem autorização legal.

 

Flávio Perez
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Direto da Redação

Trump reduz ainda mais a cota para refugiados em 2018

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou o memorando sobre cotas para refugiados no país para o ano de 2018, informou a assessoria de imprensa da Casa Branca.

“A admissão de até 45 mil refugiados aos EUA no ano financeiro de 2018 é justificada pela preocupação com os problemas humanitários e atende aos interesses nacionais”, informa o comunicado da administração presidencial norte-americana.

O informe destaca que serão admitidos 19 mil refugiados da África, 5 mil da Ásia Oriental, 2 mil da Europa e Ásia Central, 1,5 mil da América Latina e dos países do Caribe, e 17 mil do Sul da Ásia e do Oriente Médio.

O ano financeiro de 2018 norte-americano começa em 1 de outubro de 2017.

Em janeiro, em paralelo à medida que proibiu imigrantes de sete países muçulmanos de entrar nos EUA, Trump também reduziu de 110 mil para 50 mil a cota de refugiados para o ano de 2017.

Trump continua a defender mais rigor no ingresso aos EUA.

 

Flávio Perez
flavio@brazilianmagazine.net
Direto da Redação