Mulheres protagonizam um mundo em evolução

Zenita Almeida

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Recentemente Josie Jardim, diretora jurídica da Amazon, foi premiada como a Executiva mais admirada do mundo corporativo, onde participaram quase 600 diretores jurídicos das maiores capitais brasileiras.  As informações constam da 11ª edição de Executivos Jurídicos e Financeiros, que acaba de ser lançada pela Análise Editorial, empresa jornalística dedicada a publicações especializadas.  “Tive treinamento testosterônico. Cresci entre cuecas no varal”, disse Josie, quinta e única filha de quatro irmãos. “Minha mãe não sabia, mas ela sempre foi uma feminista”. E meu pai também. Quando eu falava que queria fazer alguma coisa, ele dizia: “então vai lá e faz’”.

Segundo projeções do setor jurídico, em 2020 o número de advogadas será superior ao de advogados (dá para acompanhar no Quadro de Advogados da OAB, que atualiza os números diariamente), mas vantagem numérica não significa equidade de condições. Assim como Josie, muitas mulheres vêm se destacando nas mais diversas áreas. O mundo inteiro acompanha o maior evento do futebol mundial no país de Vladimir Putin (Rússia) e basta ligar qualquer canal de TV para ver mulheres do mundo inteiro como repórter esportiva, narrando os jogos em transmissão ou até mesmo como comentaristas. Quem nunca imaginou um time de futebol feminino disputando campeonato no mundo inteiro?

Outro grande número de mulheres tem sido visto como frentistas de postos de combustíveis, engenheiras coordenando os trabalhadores nas obras das construções, e vem ascendendo cada vez mais como empreendedoras.

Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) aponta o crescimento do empreendedorismo feminino de 15,4% e o masculino em 12,6%. Uma das justificativas para a entrada da mulher no mercado empreendedor é a necessidade de complementar a renda familiar. Porém mesmo nesse patamar de ousadia e determinação, ainda com escolaridade superior ainda ganham menos do que os homens de acordo com a pesquisa.

Mãe, dona de casa e com idade entre 30 e 40 anos, a empresária abre mão do mercado corporativo para investir no seu próprio negócio. Elas não possuem receio de buscar o conhecimento que for necessário para alcançar o sucesso, buscam orientação em gestão muito mais do que os homens, afirma a pesquisa.

Donna Kelley, professora do Babson College e coautora do estudo, celebra a magnitude da contribuição global das mulheres para o crescimento através da geração de empregos, produtos e serviços. No ano passado, 163 milhões de mulheres iniciaram o próprio negócio. Foram pesquisados 63 países, entre eles o Brasil, e comprovado que entre 2015 e 2017 a atividade empreendedora entre mulheres subiu 10%. Neste período, a diferença percentual entre homens e mulheres diminuiu para apenas 5%, na média mundial.

No Brasil, o avanço foi ainda maior, junto com Indonésia, Filipinas, Vietnã e México, as mulheres brasileiras tiveram iniciativa empreendedora igual ou maior que os homens. Na América Latina, enquanto na Colômbia 35% das mulheres tem ambição de crescimento quando comparados com homens, no Brasil esse percentual é de apenas 2%, um dos mais baixos do mundo. As brasileiras têm 5 vezes mais participação do que os homens em negócios de educação, saúde e bem-estar social. 91% dos novos negócios iniciados por mulheres nos últimos 2 anos foram financiados pela família. É o percentual mais alto do mundo, segundo a pesquisa.

É dentro desse contexto que a mulher procura cada vez mais aprimorar seus conhecimentos, investir no que acredita e continuar lutando pelos seus objetivos, de viver numa sociedade que não lhe negue seus direitos simplesmente pela sua condição de feminina.

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