Mãe e filha brasileiras são, finalmente, reunificadas pela Imigração

Marcony Almeida

CTB

O prazo dado pela justiça para o governo de Donald Trump reunificar pais e filhos separados após cruzarem a fronteira pelo México terminou ontem (27), e a ordem não foi cumprida completamente, mas uma mãe e filha brasileiras finalmente foram unidas, depois de 58 dias separadas. Após ser presa, e detida por 70 dias, a brasileira Natalia foi separada da filha Sara, de 5 anos. Mas graças a decisão judicial, as duas se reecontraram e foram apresentadas, ontem, à imprensa, na sede do Centro do Trabalhador Brasileiro, em Allston.

Segundo a diretora da instituição, Natalícia Tracy, mãe e filha ficaram detidas em péssimas condições. “Sara chorava até dormir todas as noites. Ela parou de comer e falar ao ser interrogada por oficiais do governo distante da mãe”, conta. Natalia perguntava, constantemente, aos agentes sobre a localização da filha, mas o governo se recusou a ajudá-la. Natalia disse “que ela nunca imaginou que poderia sentir tanta dor quanto a que sentiu ao ser separada com força de sua filha”.

A diretora Natalícia Tracy diz estar muito frustrada com as recentes e injustas separações das famílias, e afirma, “eu estou no centro há muitos anos fazendo trabalho de advocacia e educação em direitos trabalhistas e direitos dos imigrantes, e nós estamos muito frustrados com esta administração porque o que mais acreditamos nos Estados Unidos é que as leis e procedimentos funcionam, porém, nestes tempos recentes isto não tem acontecido”. E continua, “a falta de transparência e comunicação tem sido frustrante. Estamos muito felizes com a possibilidade da mãe se reunir com os filhos, mas também vemos que ainda há muitos outros que enfrentam essas situações horríveis”.

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