Loja de luxo em Boston é processada por discriminação

Marcony Almeida

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O proprietário e gerente de uma loja de calçados e roupas de luxo no bairro de Back Bay, em Boston, foi processado, hoje (25), depois de supostamente discriminar contra clientes por causa de raça, nacionalidade e status imigratório. O processo na Suprema Corte de Suffolk alega que Hicham Ali Hassan, conhecido como Sam Hassan, proprietário e gerente da The Tannery, violou a Lei de Acomodações Públicas e Proteção ao Consumidor do Estado ao negar serviço a uma homem afro-americano e a uma mulher do Oriente Médio de comprar na loja com base em raça, origem nacional e status de imigração. A Divisão de Direitos Civis da Procuradoria do Estado alega que as experiências das duas vítimas são exemplos de um padrão maior de tratamento discriminatório de Hassan com certos clientes.

Segundo a denúncia, em dezembro de 2017, um cliente afro-americano tentou entrar no The Tannery para fazer compras aproximadamente 20 minutos antes do fechamento da loja. Ao entrar na loja, Hassan supostamente se aproximou da vítima e perguntou-lhe “como está o ‘irmão?’, em tom irônico. E impediu que ele entrasse completamente na loja. Quando a vítima perguntou a Hassan por que lhe foi negada a entrada no The Tannery enquanto outros clientes brancos podiam entrar e fazer compras, o dono disse que “ele não queria [seu] na loja”. Hassan supostamente disse repetidamente a vítima ele não estava autorizado a fazer compras na loja e, que ele não tinha dinheiro suficiente para comprar no The Tannery. Hassan então supostamente direcionou a vítima para a porta, e disse a ele que não queria seu dinheiro e que fosse comprar em outro lugar.

Ainda de acordo com a queixa na Procuradoria, em março de 2017, Hassan perguntou repetidamente a uma cliente de descendência do Oriente Médio de onde ela era. Em vez de ajudar a mulher, que estava tentando perguntar sobre um par de botas, Hassan supostamente disse a ela, entre outras coisas, que ele não confia em imigrantes e “Eu amo Trump! Fico feliz que ele vai se livrar de todos os imigrantes.” A vítima decidiu que não queria mais as botas depois de ouvir esses comentários. Quando ela saía da loja, Hassan supostamente gritou para ela sair e que ele não “confiava em [seu] pessoal”.

Os advogados do estado acreditam que as experiências das duas vítimas fazem parte de um padrão maior de discriminação. Os membros do público são encorajados a entrar em contato com a Divisão de Direitos Civis no (617) 963-2917 ou www.mass.gov/ago/civilrightscomplaint se eles tiveram experiências similares de discriminação no The Tannery com base em sua raça, origem nacional, status imigraório, ou qualquer outra característica protegida por lei.

A Lei de Acomodações Públicas de Massachusetts torna ilegal qualquer empresa de distinguir entre clientes com base em raça, cor, nacionalidade, religião, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou incapacidade. A lei proíbe a discriminação no que diz respeito tanto à admissão como ao tratamento dentro de locais de alojamento público. E a Lei de Proteção ao Consumidor proíbe conduta desleal ou enganosa no comércio.

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