Gripe matou número recorde de pessoas ano passado

Marcony Almeida

A gripe matou e hospitalizou mais pessoas nos Estados Unidos no inverno passado do que qualquer influenza sazonal em décadas, de acordo com novos dados divulgados pelo governo federal americano. É o retrato mais detalhado do alcance devastador do vírus respiratório, que deixou milhões de pessoas doentes em hospitais sobrecarregados para tratar pacientes.

Com o início da nova temporada de gripe, as autoridades de saúde pública dizem que o número de vítimas do ano passado ressalta a importância de se obter uma vacina contra a gripe a cada ano. A vacina pode prevenir infecções e reduzir a gravidade das complicações da doença.

A gripe matou cerca de 80 mil pessoas na temporada 2017-2018, de acordo com dados divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês). O número representa um aumento de 56 mil mortes quando comparado em análises de mais de três décadas.

“O ano passado foi uma temporada horrível”, disse à imprensa Daniel Jernigan, chefe da divisão de influenza do CDC. “O virus resultou numa enorme quantidade de doenças”.

Houve níveis recordes de doença e, também, altas taxas de hospitalização. A gripe matou 180 crianças na última temporada. Apenas a pandemia de gripe suína de 2009, que matou 358 crianças, foi pior, nos 14 anos desde que as autoridades de saúde começaram a rastrear as mortes de crianças por gripe.

O CDC recomenda que aqueles com seis meses ou mais recebam uma vacina contra a gripe antes do final de outubro. Demora cerca de duas semanas para o organismo produzir uma resposta imunitária completa.

Apesar da temporada terrível do ano passado, a cobertura geral de vacinação permaneceu estável; como nos anos anteriores, menos da metade da população dos EUA foi vacinada. Mas houve uma queda na vacinação entre as crianças mais novas – aquelas com menos de 5 anos – que estão em maior risco de complicações graves da gripe.

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