Eutanásia: o direito de morrer

Martha Vasconcellos

Assunto muito polêmico é a Eutanásia: suicídio, morte assistida por escolha, morte por misericórdia, ou ainda o direito a morte por dignidade. São muitas as denominações. A morte por misericórdia não é permitida no Brasil atualmente, mas em alguns países da Europa tais como primeiramente na Holanda, seguido pela Suica, Bélgica, Luxemburgo e Alemanha. Nas américas, temos a aprovação da Eutánasia na Colombia, Canadá, e Estados Unidos, esse último nos estados de Washington, Oregon, Vermont, Novo México, Montana e Califórnia. Eutanásia ou morte por misericórdia é uma ação direta para terminar a vida de alguém por seu próprio requerimento, por seu próprio desejo.

É um suicídio dito como indolor e assistido por médicos e enfermeiros. Doentes terminais, paralisados, mantidos vivos com aparelhos e com muitas dores e sofrimento podem requisitar a morte por misericórdia nos países que legalmente permitem esse procedimento. Por impossibildades físicas ou por não terem coragem para cometer suicídio, pessoas procuram ajuda de profissionais de saúde.

Acredito que a Eutanásia pode ser um grande problema de sentimento de culpa para os profissionais que trabalham dando apoio aos indivíduos doentes que fazem esse tipo de escolha. Médicos e profissionais da área de saúde são treinados para preservarem, manterem e reverterem quadros de doenças que causam desconforto aos indivíduos bem como para manterem a vida. Acredito que muito poucos desses profissionais defendam e ajudam a Eutanásia.

Não gosto da comparação entre Eutanásia e aborto. A Eutanásia é uma escolha do indivíduo. No caso do aborto, a gravidez é interrompida sem a escolha do feto. Se esse estiver se desenvolvendo sem problemas físicos, lhe será negada a vida por escolha da mãe. Ainda pensando sobre os argumentos a favor do aborto, vem a questão sobre a lei que aprova experiências genéticas, com a expectativa do humano perfeito. Nesse caso, poderíamos estar pensando em uma nova raça de seres humanos geneticamente perfeitos.

Contra a Eutanásia, alguns argumentam que o indivíduo que está sofrendo de dores insuportáveis não pode tomar nenhuma decisão racional. Como argumento religioso, aprendemos que o indivíduo tem uma alma ou espirito imortal e vemos que matar alguém ainda é considerado pior do que cometer suicídio. De acordo com as leis de Moisés, matar constitui crime, mesmo que seja com o pedido de misericórdia ou com o consentimento do sofredor. Na doutrina Espirita, todo o sofrimento do indivíduo vem de reparações de encarnações anteriores, que foram acordados previamente em serem resgatados na vida que se está a viver. Interromper o processo do sofrimento atraves da Eutanásia significa “tarefa não cumprida”.

A favor da Eutanásia, o argumento é que o indivíduo que sofre de doença terminal e sem esperanças de melhoras ou cura tem o direito de decidir por sua vida ou morte. Precisa ser maior que 18 anos, e estar absolutamente consciente dessa demanda ou escolha. Faz-se necessário expressar essa vontade de duas maneiras: verbalmente e por escrito. Certamente, ninguém que conheço quer ficar preso em um corpo físico, em cima de uma cama por muitos anos. Por outro lado, conhecemos a história do físico Stephen Hawking, que viveu 76 anos e muitíssimo contribuiu com a ciência.

Resgate ou Karma de outras vidas anteriores, eu não sei responder. Seja qual for a nossa posição diante da vida e da religiosidade é bom pensarmos nesse assunto sobre a Eutanásia antes que o inesperado e infortúnio da vida nos faça surpresas. Acretido que é uma atitude de difícil decisão.

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