Escândalo sexual da Igreja é momento para “limpar” passado obscuro

Marcony Almeida

O relatório de outro abuso sexual na Igreja Católica divulgado pela justiça da Pensilvânia, ontem (14), é assustador. O relatório apresenta um índice de violência física e psicológica cometido por mais de 300 padres contra crianças e jovens. Conta como um padre supostamente abusou de cinco irmãs em uma única família; como outro confessou violar 15 garotos de 7 anos de idade; como uma vítima foi amarrada e chicoteada com tiras de couro; e como uma vítima morreu de uma overdose de analgésicos resultado de uma lesão nas costas sofrida durante um ataque particularmente violento.

O que pensar disso tudo? Como pode? A maioria das vítimas, segundo o tribunal, nunca poderá processar seus supostos agressores, já que a lei estadual dá a vítimas de abuso sexual infantil até 30 anos para processar ações civis, e 50 para registrar acusações criminais. Ou seja, a maioria dos casos prescreveu.

O Papa Francisco, líder católico admirado até por devotos de outras religiões, tem agora nas mãos o maior problema que deverá enfrentar, talvez na vida. A imagem da Igreja já estava afetada pelos escândalos sexuais de padres, em Boston, em 2002. Mas esse agora na Pensilvânia é de proporções ainda maiores. Outra questão é o fiel católico. Será que haverá um êxodo para outras religiões devido ao descontentamento com a fé católica? Muita coisa ainda acontecerá, mas talvez isso seja o momento propício para a Igreja renovar suas atitudes, e limpar de uma vez por todas seu passado obscuro.

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