Empresa é condenada a pagar US$ 12 mil por discriminação contra funcionário

Marcony Almeida

PLS

Uma empresa nacional de verificação e troca de cheques terá suas regras de antidiscriminação revisadas, treinará sua equipe, e pagará cerca de US$ 12 mil para resolver alegações de que um gerente discriminou um ex-funcionário por causa da cor do cabelo.

O acordo, anunciado, hoje (14), pela Divisão de Direitos Civís da Procuradoria Geral de Massachusetts, surgiu de uma queixa apresentada pelo trabalhador à Comissão Contra Discriminação de Massachusetts (MCAD, sigla em inglês).

Na denúncia à justiça, a Procuradoria alega que um gerente da loja PLS Financial Services of Massachusetts, Inc. (PLS), no bairro de Mattapan, em Boston, violou as leis estaduais e federais de direitos civis ao se recusar a permitir que um funcionário afro-americano trabalhasse em seu turno agendado, e recusando-se a permitir que ele voltasse ao trabalho, alegando que ele não estava em conformidade com um padrão de higiene pessoal.

De acordo com a queixa da Procuradoria, em agosto de 2016, um funcionário afro-americano contratado pela PLS tingiu seu cabelo de preto a loiro. O gerente havia afirmado anteriormente durante o processo de entrevista que a PLS permitiria que ele pintasse seu cabelo, desde que ele escolhesse uma cor “natural”.

Ao chegar ao trabalho depois do tratamento capilar, a vítima foi supostamente informada pelo gerente que ele não poderia trabalhar em seu turno programado com cabelo loiro porque a tintura não era na sua opinião uma cor natural para alguém que é afro-americano. Assim, o funcionário não teve permissão para voltar ao trabalho por alguns dias, enquanto tentava, sem sucesso, entrar em contato com o gerente, inclusive depois que ele se ofereceu para tingir seu cabelo novamente. Posteriormente, ele foi demitido.

De acordo com os termos do acordo, a PLS pagará US$ 11.750, dos quais US$ 10 mil serão destinados à vítima. A PLS também está obrigada a submeter suas regras de anti-discriminação, diversidade e inclusão, bem como políticas de vestimenta ou relacionadas a cuidados pessoais que dizem respeito aos seus funcionários para a Divisão de Direitos Civis da Procuradoria para revisão.

Como parte do acordo, a PLS também exigirá que todos os gerentes da empresa em Massachusetts participem de um abrangente treinamento de antidiscriminação conduzido pela MCAD.

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