23/12/2015 - 09:05

O importante é manter a esperança


Todo início de ano creio que o novo ano será melhor do que aquele que está acabando. Foi assim em 2015, um ano que começou cheio de esperança. Esperança alimentada pelo anúncio do Presidente Obama, no final de novembro de 2014, de dois programas de ação deferida que temporariamente resolveriam a vida de quase cinco milhões de pessoas.

Este dois programas, DACA estendido e DAPA, longe estão de ser uma solução definitiva para o sistema ineficiente e defeituoso de imigração existente neste país.  Ação deferida, como o próprio nome diz, é um instrumento legal que o Presidente dos Estados Unidos tem de efetivar provisoriamente uma medida que pelas vias normais demorará.  DACA, para estudantes, e DAPA, para pais de crianças nascidas aqui ou residentes permanentes, darão alívio imigratório a milhares de homens, mulheres, crianças e jovens imigrantes que hoje vivem nas sombras, às margens da sociedade.

E o que aconteceu? Entramos 2015 na esperança de vermos estes programas implementados logo nos primeiros meses, mas isso não foi possível por uma questão política, para atender interesses politiqueiros de uma minoria. Os meses passaram e nada aconteceu na área de lei imigratória. Nem os dois programas puderam funcionar, nem uma lei de imigração seguer foi apresentada no Congresso, nem o projeto de carteira de motorista saiu da comissão de transporte. Nada!

Então entramos 2016 com que? O que nos leva a ter esperança em 2016? Bom, eu tenho esperança porque sou sempre otimista e acredito que no final só coisas boas vão acontecer. Então, a minha lista de pedidos para 2016 é encabeçada pelo desejo de que a Corte Suprema reconheça o direito do Presidente de promulgar ação deferida e dê ganho de causa ao governo. Isso até ficou mais fatível de acontecer depois que a Suprema Corte recusou-se a prorrogar por 30 dias o prazo que os governadores contrários às medidas têm para reapresentar seus questionamentos. Isso significa que a Corte deverá analisar a disputa antes do verão de 2016. Este é o meu primeiro pedido.

O meu segundo desejo é que 2016 seja uma ano de ação. Ação e verdade, o ano em que nós seremos instrumento de mudança para melhorar a nossa vida e a vida de quem vive perto da gente. Essa realidade, só depende de cada um de nós.

Meu terceiro desejo é que o presidente, ou presidenta, eleita seja também um líder transformador, aquele que vai legitimar a luta imigrante e entrar para a história como o(a) grande renovador(a).



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