05/07/2015 - 18:36

A dor da perda


Desde o início da humanidade, sabemos da possibilidade de perder os pais, irmãos ou amigos para a morte e sempre nos falam que diante desse infortúnio, temos de ser fortes, pois não há nada que se possa fazer.

Mas na verdade, nunca estamos preparados quando acontece. Quando ocorre a morte de filho, o impacto é ainda maior, pois não se perde um ente querido, mas, um pedaço de si mesmo, que se vai sem volta, é um pedaço da alma que se parte em milhares de pedaços e nem o tempo, com sua sabedoria milenar, parece capaz de juntar e colar os pedaços estraçalhados.

Costumo dizer que a vida é um ciclo e se permanecemos vivos é lutar para juntar os pedaços como puder e mesmo com feridas profundas seguir em frente. Até nos registros bíblicos, a morte é relatada de acordo com o ciclo natural: nascer, crescer, procriar, para só então morrer. E se isso acontece fora dos padrões, o sofrimento é ainda maior, como se o ocorrido fosse fora de hora, inaceitável.

O desespero diante do inesperado é ilimitado e no caso das mães, muitas vezes, uma internação hospitalar, ou acompanhamento psicológico e tratamento medicamentoso se faz necessário. O luto de uma mãe nunca acaba, é para sempre, mas, como já foi dito antes, é preciso seguir em frente, reencontrar o eixo de apoio entre os membros familiares. É o momento da união, solidariedade, companheirismo e principalmente hora de se resgatar a fé. Sem fé em Deus, nada se consegue nesses momentos de angustia.

Seja qual for á forma de expressar essa fé, com certeza será válida. É preciso se conscientizar de que esse luto não acabará jamais, só mudará de intensidade, deixando que as outras coisas retomem aos poucos, seu lugar. É necessário algumas atitudes para encontrar forças encarar a vida e seguir em frente e sorrir para o mundo..

Chore o que tiver para chorar, faz bem, mas não feche seu coração para o mundo, nem perca a oportunidade de reaprender a sorrir. Principalmente, se você tem outros filhos, eles ainda precisam de você. Tenho uma amiga que está passando por esse momento. Acompanho a sua dor, e me inspirei no seu cotidiano para escrever esse texto.

Em um texto de uma psicóloga que li certa vez sobre o assunto, ela diz o seguinte: Para aliviar essa dor é preciso:

- Volte a cuidar de você, de sua saúde.
- Jamais se culpe pelo que aconteceu.
- Tente voltar gradativamente à rotina de trabalho, atividades físicas em companhia de alguém
- Apóie- se sem medo na fé. Só Deus faz o impossível
- Tenha fé na vida- ela pertence a Deus e com tal ele sabe o porquê de tudo.
- Procure ajuda profissional ou grupos de apoio se for preciso.
- A superação deve ser buscada diariamente, na força da fé e no interior da cada um dos envolvidos. Viva um dia de cada vez, não tenha pressa, pois quando se trata de sentimentos, o tempo é sábio e grande aliado. 

Nenhuma mãe está preparada para a morte de seus filhos, mas às vezes não podemos mudar os desígnios da vida, se isso vier lhe acontecer, siga o exemplo dado pela psicóloga, quem sabe irá lhe ajudar.

 



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