Está nas nossas mãos reverter esta situação que vivemos

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Se você não está prestando atenção às notícias, não está conectando os pontos e não está assustada, é bom começar. Desliga a TV, informe-se em meios de comunicação sérios, converse com amigas e parentes. Preste atenção no que acontece aqui e no mundo. Não faça isso para entrar em pânico ou pensar que tudo está ruim e sem solução. Não. Faça isso para ficar atenta, raciocinar e preparar-se para a luta.

Está nas nossas mãos reverter esta situação de terror que vivemos. Não dá para viver em uma bolha de ar, como se estivéssemos imunes as tragédias que atingem pessoas desconhecidas, perto ou longe de nós. Reflita.

Primeiro, as denúncias de abuso sexual contra o magnata e produtor de Holywood, Harvey Weiseman, um dos homens mais poderosos da indústria cinematográfica, desencadearam milhares de denúncias, colocando o assunto bem no centro da discussão no país inteiro, com repercussões até na Europa. Nos Estados Unidos a cada 98 segundos uma mulher ou menina sofre abuso sexual.

Segundo, as matanças cada vez mais frequentes nos Estados Unidos revelam uma ligação perigosa entre o matador e a violência doméstica (1/3 da população feminina norte-americana é vítima da violência doméstica). O grupo Everytown for Gun Safety aponta que, entre 2009 e 2016, em 54% dos casos de matança, os matadores tinha uma história de violência doméstica.

Terceiro, nos Estados Unidos, ao contrário do que acontrece na maioria dos países, o porte de arma é um direito garantido na Constituição. Os Estados Unidos têm 4.4% da população do mundo e 50% da população mundial que possui porte de arma. É interessante notar que na pequena cidade de Sutherland Springs, no Texas, tão pequena que seu nome aparece bem poucas vezes na midia, apesar da tragédia do último dia 4 de novembro, todos os 400 moradores têm porte de arma.

Voce já ligou os pontos? Violência gera violência e muitas vezes a violência é fruto da necessidade de se exercer o poder. Assusta, certo? Assusta mais ainda saber que é quase impossível prever quando e onde será a próxima matança, quando o príncipe encantado vai mostrar seu verdadeiro ego ou quando os políticos vão cair na real e fazer algo de concreto para regular o porte de arma.

Então só nos resta educar. A educação é a base sólida que pode nos ajudar a mudar estas estatísticas. Educação sobre o que é abuso sexual e como e por que denunciar. Educação sobre a violência doméstica e educação sobre como resolver situações de conflito sem arma. E esta educação começa em casa, com nossos filhos e filhas, conosco, e sem tolerância com piadas sem graça e grosseiras sobre situações embaraçosas, humilhantes e perigosas para as mulheres.

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